SINSJUSTRA ACIONA TRT-14 E REQUER TETO PERMANENTE DE R$ 1.200,00 NA COPARTICIPAÇÃO DA SAÚDE ABAS
O SINSJUSTRA protocolou um requerimento administrativo junto à Presidência do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (RO/AC) pleiteando uma mudança crucial nas novas regras de coparticipação do plano Saúde ABAS TRT-14 Diamante. A entidade sindical requer que o limite de R$ 1.200,00 para descontos em folha de pagamento seja aplicado de forma permanente e mensal, substituindo o modelo temporário e de meses alternados anunciado recentemente pelo Tribunal.
Embora o Tribunal tenha intermediado uma solução para o represamento de cobranças por parte das clínicas credenciadas uma demanda antiga da categoria, o formato atual aprovado gera um forte impacto financeiro no bolso dos servidores a médio prazo.Pela regra que entrou em vigor, se o saldo ultrapassar R$ 1.200,00 no primeiro mês, o excedente é jogado para o mês seguinte. No entanto, no segundo mês, o servidor é obrigado a quitar a integralidade do saldo acumulado somado às novas despesas, sem direito ao teto. Na prática, um servidor que acumulou resíduos pode sofrer um desconto agressivo e inesperado na folha subsequente, eliminando a previsibilidade financeira necessária para o sustento familiar.
O sindicato defende o retorno ao modelo histórico e seguro que existia no antigo convênio com a Unimed Porto Velho, onde as travas financeiras eram lineares e permanentes, garantindo a proteção da remuneração de natureza alimentar da categoria.
A atuação da entidade sindical em relação à operadora Saúde ABAS ocorre de forma incisiva desde o início da vigência do contrato. O sindicato tem sido a voz dos servidores na cobrança por melhorias e no cumprimento rigoroso dos serviços prestados. Em diversas ocasiões anteriores, o SINSJUSTRA oficiou ao TRT-14 exigindo uma fiscalização mais severa sobre os gargalos da operadora, apontando falhas no credenciamento, demora no processamento de guias e a falta de transparência e ausência dos relatórios discrimanados de custos assistenciais das cobranças de exames e procedimentos.
“Reconhecemos o esforço da Presidência do TRT-14 em abrir o diálogo com a operadora, mas o formato temporário transfere o problema para o mês seguinte. O servidor não pode ser penalizado com um efeito ‘bola de neve’ por conta de atrasos operacionais das clínicas. Continuaremos fiscalizando e cobrando uma proteção financeira definitiva”, destacou a Diretoria do SINSJUSTRA.
O sindicato agora aguarda a abertura de novas tratativas com a Administração do Tribunal e com a gestão da ABAS Saúde para que a proposta de teto permanente seja integrada ao plano, assegurando dignidade e estabilidade econômica a todos os filiados.